-“Bem” com hífen – quando forma uma unidade semântica (adjetivo ou substantivo composto): bem-aventurado, bem-criado, bem-humorado, bem-educado, bem-nascido, bem-sucedido, bem-vindo, bem-visto (estimado). Mudança só houve no caso de “benfeito”, “benquerer” e “benquerido”, que agora são grafadas sem hífen e com “n”. Outras palavras com “bem” que já eram grafadas sem hífen, e continuam sendo, são: benfazejo, benfeitor, benquerença, benquerente, benquisto.

-“Mal” é parecido: se agrega com hífen a palavras iniciadas por vogal, “h” ou “l” quando forma com elas uma unidade semântica (adjetivo ou substantivo composto): mal-afortunado, mal-educado, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo. Às demais letras, quando forma uma unidade semântica, “mal” se une diretamente: malcolocado, malcriado, malgrado, malnascido, malpago, malpesado, malsoante, malvisto, malsinalizado.

O problema da regra de “bem” e de “mal” é que nem sempre eles formam com a palavra seguinte uma unidade semântica:

1) É uma criança bem-educada (unidade semântica, adjetivo composto).

2) Ela foi bem educada pelos pais (não é uma unidade semântica). O que temos, neste segundo exemplo, é um advérbio (bem) modificando um verbo/particípio (educada).

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